Taubaté iniciou nesta semana a utilização de uma nova técnica de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A medida reforça as ações de prevenção às arboviroses no município, com a aplicação de inseticida de efeito residual em locais estratégicos.
A tecnologia, denominada BRI-Aedes (Borrifação Residual Intradomiciliar), é recomendada pelo Ministério da Saúde e consiste na aplicação de inseticida em superfícies específicas, como paredes e partes inferiores de móveis, onde os mosquitos costumam pousar. O produto atua principalmente sobre as fêmeas adultas do mosquito, com efeito residual previsto de até 120 dias.
A aplicação é realizada pelas equipes do CAS (Controle de Animais Sinantrópicos), seguindo um cronograma de visitas e reaplicações a cada 120 dias, em duas frentes de atuação.
A primeira contempla os chamados Imóveis Especiais, que apresentam grande circulação de pessoas, como unidades de saúde, escolas, universidades e terminais rodoviários. Já a segunda envolve os Pontos Estratégicos, locais com maior concentração de possíveis criadouros, como depósitos, borracharias, estabelecimentos de reciclagem e pátios de recolhimento de veículos.
A primeira aplicação da nova técnica foi realizada no Sítio do Picapau Amarelo, na segunda-feira e seguiu em outros pontos da cidade. A estratégia será direcionada aos estabelecimentos definidos no planejamento técnico do município, não incluindo residências.
A iniciativa complementa os trabalhos já desenvolvidos por Taubaté para o controle do mosquito, como visitas de orientação, eliminação de criadouros e outras ações de prevenção às arboviroses.
